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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

NENGAJO – CARTÕES DE ANO NOVO

Olá leitor/a !!! 

2018 está chegando! 

Nessa época do ano as papelarias e lojas de hyakuen (nosso popular R$1,99) ficam repletas de cartões e envelopes para oferecer o “otoshidama” para as crianças. São lindos e geralmente levam o animal do horóscopo chinês que representa o ano que se iniciará. Pode parecer um pouco antiquado, mas os japoneses levam essa tradição muito a sério. Eles gastam uma boa grana com isso, tanto que os Correios já vende até pacotes em grandes quantidades. Os cartões de Ano Novo são enviados no inicio do próximo ano aos familiares, professores, amigos e parceiros de negócios. Confesso que todo ano compro pelo menos um para guardar, tipo aqueles papéis de carta que as meninas (e eu também) colecionavam. 

2018 será representado pelo cachorro no horóscopo chinês





Aproveitando a ocasião, vemos também nas lojas muito adesivos e carimbos com temas do ano novo para enfeitar os cartões assim como os envelopes que serão utilizados. Se estiver pelo Japão em dezembro, visite algumas lojas de papelarias e ficará impressionado com a variedade desses itens. Indico duas lojas: a Loft e a Tokyo Hands. 


Muitos carimbos!


E também adesivos


O “otoshidama” seria o equivalente ao nosso “bom principio de ano” (acho que nem existe mais isso né?). As crianças recebem de seus pais e familiares um pequeno envelope com uma quantia em dinheiro. 


Pequenos envelopes para colocar dinheiro do "otoshidama"


Outra paixão dos japoneses são os calendários! Você encontrará em diversos temas, tipos, formatos e preços. Eu, particularmente, gosto de comprar um com fotos de diferentes locais do Japão para recordar minhas viagens. 


Calendários fofos


Espero que tenha gostado do post e visite nossas redes sociais =) 

Canal do Marido no Youtube: www.youtube.com/naterradosushi
Twitter Sakano: www.twitter.com/sakanosan




Abraços, 
Thais Fioruci







sexta-feira, 11 de abril de 2014

HANAMI 2014 – PARQUE CHIDORIGAFUCHI



Olá pessoal,

O inverno se foi, aos poucos as temperaturas começam a subir, já se ouve o canto dos passarinhos e as flores estão brotando. Todos muito ansiosos aguardam o nascimento das famosas sakuras (kanji de sakura), as flores das cerejeiras! Primavera no Japão não seria tão bela se não fossem elas colorindo a paisagem da cidade em um tom rosa claro. Se eu pudesse sugerir uma época para visitar a capital nipônica, certamente seria essa! 








Como de costume, todo ano faço meu hanami em um lugar diferente. Para escolher utilizo a lista do site Japan Guide (deixarei o link) com os melhores lugares para admirar as sakuras. Esse ano decidi conhecer o Chidorigafuchi Koen, próximo do Palácio Imperial, em Tokyo. 









O parque chega a receber mais de 1 milhão de pessoas, sendo o terceiro local mais procurado pelos japoneses nessa época do ano. É um lugar especialmente lindo! O fosso construído no início do Período Edo como parte das obras para a expansão do castelo e represamento do rio, dá um toque especial. As árvores plantadas em sua margem refletem na água, deixando a paisagem propicia à muitas fotos. Se quiser dar um toque mais romântico, pode alugar um dos barcos disponíveis e fazer um passeio pelo rio. Existe também uma trilha de 700 metros de comprimento, coberto com cerca de 260 cerejeiras de espécies diferentes, como Somei-Yoshino e Oshima-Zakura. São tantas que chegam até a formar um lindo túnel! À noite elas ganham uma iluminação especial!   








Aproveitando o passeio, visitei o famoso Yasukuni Shrine. Com mais de mil cerejeiras, também é um bom lugar para registrar as belas sakuras. Em frente ao santuário, estava acontecendo um festival de primavera com barracas de comida típica, brincadeiras e shows. 







Preparamos um video para vocês conhecerem mais de pertinho a beleza das sakuras! Abaixo, uma explicação rápida sobre a cultura do hanami no Japão!

 

O que é Hanami?

Depois que as belas sakuras desabrocham, os japoneses fazem o Hanami (花見 significa literalmente olhar as flores), festival onde as pessoas se reúnem embaixo das árvores, geralmente em grandes parques, para observá-las e admirá-las. Os melhores lugares são muito disputados e tudo acaba em festa. Eles comem, bebem, conversam, e alguns até cantam e dançam. 

As sakuras nascem rapidamente e vão embora na mesma velocidade. Ficam nas árvores somente por alguns dias, e logo que o vento passa, acaba levando-as. É lindo vê-las voando, e ao mesmo tempo, triste, porque só as veremos novamente no próximo ano.  

Existem várias lendas que remetem ao surgimento delas. Uma delas diz que uma princesa, chamada Kono-hana-sakuya-hime ou princesa da árvore de flores abertas, desceu do céu e aterrissou em uma cerejeira no Monte Fuji. 

Outra diz que o significado do desenho da flor de cerejeira nasceu no Bushido, o código dos samurais, que leva esse ícone como emblema. Faz uma analogia à vida dos samurais já que era tão breve quanto a duração dessas flores nos galhos das árvores.

Outra história diz que sua origem deriva do cultivo do arroz. Kura era um depósito onde se guardava arroz, alimento considerado divino, e Sa significa divindade, formando então a palavra sakura.

Antigamente, a sakura era considerada símbolo do amor. Se uma mulher a usasse para se enfeitar ou decorar o quintal da casa, significava que estava em busca de um novo amor. Nas peças do teatro kabuki significava alegria. 

Mas, cuidado. Ao mesmo tempo que essas lindas flores nos remetem à bons momentos, elas também carregam um certo negativismo. Na cultura japonesa, um galho de cerejeira quebrado significa a aproximação da morte. Acredita-se que a sakura é a ligação entre o mundo dos vivos e dos mortos. Dizem ainda que as cerejeiras absorvem a alma dos mortos. Eu hein ...

Histórias assombrosas à parte, a única coisa que sei é que realmente as sakuras são deslumbrantes!  


E não esqueça de se inscrever no nosso canal no Youtube, sempre com passeios e lugares famosos do Japão! E curta nossa página do Facebook para conferir novidades de produtinhos e nosso cotidiano na terra dos samurais! Deixarei os links abaixo =)


Twitter Sakano: www.twitter.com/sakanosan



Beijos
Thais Fioruci


Parque Chidorigafuchi
 
Como chegar: 5 minutes à pé da estação Kudanshita ou estação Hanzomon de metro.
Entrada gratuita


Fonte:



Referências:







terça-feira, 24 de dezembro de 2013

NATAL NO JAPÃO



Olá,

Muitas pessoas me perguntam se existe Natal no Japão. É uma pergunta um tanto difícil, mas acabo respondendo que sim e não! Calma, explicarei! Já sabemos que o Natal é uma comemoração pertencente ao catolicismo, na qual celebramos o nascimento de Jesus Cristo. Como a maioria da população japonesa, cerca de 80%, segue o xintoísmo e o budismo, essa data não tem um significado especial para eles. 


Decoração em um shopping


Após a Segunda Guerra Mundial, com um grande número de estrangeiros vivendo por aqui, a data foi introduzida no país do sol nascente. Claro que o comércio logo percebeu uma grande oportunidade e passou a “festejá-la” também. Então, apesar de existir uma parcela mínima de cristãos que celebram da maneira tradicional, o Natal no Japão é uma data puramente comercial. As lojas lançam produtos e inauguram iluminações especiais, chamadas de Irumineeshon (escreve- se assim em katakana イルミネーション), enquanto os japoneses enfeitam suas casas e comemoram de uma maneira um pouco diferente de nós, ocidentais.


Iluminação em Shinjuku, Tokyo


Os produtos ganham embalagens especiais


Diferentemente do Brasil, aqui, dia 25 de dezembro não é feriado. É um dia normal como qualquer outro do ano! Os japoneses não fazem ceia e muito menos enchem a casa de familiares e vizinhos. Eles simplesmente trabalham ou estudam o dia inteiro, chegam em casa, comem frango frito do KFC (os japas não falam KFC e sim Kentucky) e depois o famoso Bolo de Natal. 

Comer frango do KFC (Kentucky Fried Chicken e em japonês  ケンタッキー フライド チキン) já virou tradição. Na véspera, pessoas chegam a ficar horas esperando na fila para comprar um balde com pedaços de frango frito e outros já deixam encomendado com um mês de antecedência. Segundo a lenda, essa idéia começou com os estrangeiros que na falta de um bom peru, recorreram ao frango como substituto. Os administradores, percebendo esse crescimento, lançaram, em 1974, uma campanha publicitária usando a imagem do Coronel Sanders, fundador da empresa, vestido de Papai Noel! Ainda hoje, há quem pense que essa estátua seja mesmo o bom velhinho!


Esquema especial para atender à todos no Natal


O Kurisumasu keki (do inglês Christmas Cake e se escreve assim em katakana クリスマスケーキ ), no bom português Bolo de Natal, é essencial na mesa dos japoneses! Geralmente são cobertos por chantili, chocolate e morango, fruta da época. Pequenos, caros e lindos, a procura por eles é tão grande que muitos preferem reservar com antecedência. Acredita-se que esse costume surgiu há mais de 100 anos, através da empresa Fujiya, uma grande rede de confeitaria no Japão.


Lindos, caros e pequenos!

Versão vendida no supermercado

Qual você prefere?


O curioso é que o Natal aqui tem um clima todo românico, aliás, mais parece um Dia dos Namorados. Na véspera, as lojas ficam abarrotadas porque todos querem comprar um presente para seu par. E no dia, restaurantes, hotéis e motéis sofrem com a super lotação. Vai entender!  

Enfim, desejo à todos àqueles que acompanham o Perdida no Japão um Feliz Natal!!! Aproveitem muito esse tempo para ficar ao lado da família e também para agradecer tudo de bom que aconteceu na vida de vocês nesse ano.



メリークリスマスMERII KURISUMASU (FELIZ NATAL EM JAPONÊS)




Até semana que vem,
Thais Fioruci







Referências:














quinta-feira, 14 de novembro de 2013

SHICHIGOSAN – SAÚDE E VIDA LONGA ÀS CRIANÇAS!



Olá,

No dia 15 de novembro acontece no Japão o Shichi-go-san (em japonês 七五三), uma festividade que celebra as idades consideradas marcantes na vida de uma criança. Nesta data, meninas de 3 e 7 anos e meninos de 3 e 5 anos, vestidos com trajes especiais, vão aos santuários com suas famílias para pedirem por saúde, crescimento e felicidade. Vale lembrar que na cultura japonesa os números sete ( lê-se shichi), cinco ( lê-se go)  e três ( lê-se san), indicam boa sorte.

O festival teve início no período Heian (794~1185), quando a nobreza celebrava o crescimento de seus filhos em um dia de sorte de novembro. Na época os índices de mortalidade infantil eram bem altos, portanto, cada ano conquistado era motivo de festa. Durante o período Kamakura (1185~1333), ficou estabelecido que esse festejo aconteceria no dia 15 do décimo primeiro mês. No período Edo (1603~1868) a população também adotou o costume e começou a visitar os templos para receber as preces oferecidas pelos monges. Essa tradição é seguida pelos japoneses até hoje.

Na visita ao santuário, as meninas de 3 anos vestem um quimono especial chamado de san-sai-furisode, confeccionado com mangas longas e fechado por uma faixa simples de seda fina. Por cima do traje, é colocado um pequeno colete chamado de hifu. As meninas de sete anos vestem o nana-sai-furisode, uma réplica exata dos tradicionais quimonos usados pelas gueixas. Pela primeira vez, usará o obi (aquela faixa larga de seda utilizada para fechar o quimono) e todos os acessórios que completam essa tradicional vestimenta. Ambos são feitos de seda e estampados com flores ou desenhos que lembrem a infância.

Os meninos de cinco anos vestem pela primeira vez o hakami, e o haori, uma espécie de jaqueta de seda estampada com samurais ou grandes guerreiros que ficaram na história. 


Trajes usados na visita ao santuário no Shichigosan


As crianças recebem “sacolinhas” decoradas com tartarugas e tsurus, símbolos da longevidade. A tradição surgiu a partir do ditado “tsuru wa sen nen, kame wa man nen” (o tsuru vive mil anos e a tartaruga dez mil anos). Outros elementos também são representados: o pinho que simboliza prosperidade, pois nunca altera sua cor verde; o bambu que significa modéstia, inocência e cresce sempre reto, voltado para o céu; a flor do pessegueiro que está relacionada à felicidade e prosperidade; o casal de velhinhos que representa a longevidade;  e o mar, a purificação. 


Sacolinha do Shichigosan


Dentro do presente, estão amuletos e um doce tradicional chamado Chitose Ame (em japonês escreve-se assim千歳飴 e seu significado é bala dos mil anos), com o formato de um tubo nas cores branca e vermelha. Diz-se que esse doce confere mil anos de felicidades às crianças que o recebem. 


Uma versão mais moderninha do Chitose Ame


No dia do festival, alguns templos comemoram com barracas de brinquedos e comidas. Normalmente as famílias tiram fotos na saída do santuário e outras vão até em estúdios fotográficos para registrar esse momento. Depois, saem para passear ou almoçar.



Fotos feitas por um estúdio fotográfico no dia do Shichigosan


Adoro escrever sobre as tradições japonesas. Todas sempre carregadas de significados e simbologias. Espero que tenha gostado!


Bai bai
Thais Fioruci









Referências:






domingo, 31 de março de 2013

PRIMAVERA, HANAMI E SAKURAS – A ÉPOCA MAIS BELA DO JAPÃO!




Oi pessoal,

a primavera é a estação mais bonita no Japão. As sakuras são lindas! Não canso de admirá-las! E como comentei no post do ano passado, os japoneses aguardam ansiosamente pelo desabrochar das sakuras (kanji de sakura). Eles ficam loucos! Tiram milhões de fotos com câmeras profissionais, digitais, celulares. É um festival de modelos! Tudo para registrar esse momento tão especial que dura menos de um mês. As sakuras nascem rapidamente e vão embora na mesma velocidade. Ficam nas árvores somente por alguns dias, e logo que o vento passa, acaba levando-as. É lindo vê-las voando, e ao mesmo tempo, triste, porque só as veremos novamente no próximo ano.  

Como já foi dito, depois que as belas flores desabrocham, os japoneses fazem o Hanami (花見 significa literalmente olhar as flores), festival onde as pessoas se reúnem embaixo das árvores, geralmente em grandes parques, para observar e admirar as sakuras. Os melhores lugares são muito disputados e tudo acaba em festa. Eles comem, bebem, conversam, e alguns até cantam e dançam. 

Esse ano, escolhi o Ueno Koen, acho que o segundo lugar mais procurado pelos japoneses. Nesse bairro de Tokyo, as sakuras criam verdadeiros túneis! Tem também o festival com várias barraquinhas de comidas típicas japonesas. 


Túnel de sakuras

Pena que já estão caindo. Observe a margem do lago completamente coberto pelas pétalas

O famoso Hanami japonês. O dificil mesmo é achar um lugar vago!

Lindas, mil vezes, lindas!




Existem várias lendas que remetem ao surgimento das sakuras. Uma delas diz que uma princesa, chamada Kono-hana-sakuya-hime ou princesa da árvore de flores abertas, desceu do céu e aterrissou em uma cerejeira no Monte Fuji. 

Outra diz que o significado do desenho da flor de cerejeira nasceu no Bushido, o código dos samurais, que leva esse ícone como emblema. Faz uma analogia à vida dos samurais já que era tão breve quanto a duração dessas flores nos galhos das árvores.

Outra história diz que sua origem deriva do cultivo do arroz. Kura era um depósito onde se guardava arroz, alimento considerado divino, e Sa significa divindade, formando então a palavra sakura.

Antigamente, a sakura era considerada símbolo do amor. Se uma mulher a usasse para se enfeitar ou decorar o quintal da casa, significava que estava em busca de um novo amor. Nas peças do teatro kabuki significava alegria. 

Mas, cuidado. Ao mesmo tempo que essas lindas flores nos remetem à bons momentos, elas também carregam um certo negativismo. Na cultura japonesa, um galho de cerejeira quebrado significa a aproximação da morte. Acredita-se que a sakura é a ligação entre o mundo dos vivos e dos mortos. Dizem ainda que as cerejeiras absorvem a alma dos mortos. Eu hein ...

Histórias assombrosas à parte, a única coisa que sei é que realmente as sakuras são deslumbrantes!  

Vou tentar colocar mais fotos na página do facebook. Quem quiser admirar mais sakuras dá uma passadinha por lá. Vou ficar devendo o video, porque meu querido marido, ainda tem que editar. Mas, assim que fizer isso, já posto aqui e no canal do Youtube. Portanto, fique ligadinho na gente!

Beijos
Thais Fioruci













domingo, 16 de setembro de 2012

DIA DO RESPEITO AOS IDOSOS NO JAPÃO


Olá queridos,

Nesta segunda-feira, comemora-se o Dia do Respeito aos Idosos no Japão (em japonês fala-se Keiro no hi - 敬老の日). Até 2003, esse feriado acontecia em 15 de setembro, mas, com o início do “Happy Monday”  ou “segunda-feira feliz” (sistema que transferiu os feriados que caiam no meio da semana para a segunda-feira seguinte), foi alterado para a terceira segunda-feira do mês de setembro.

Apesar de ter sido decretada como feriado nacional apenas em 1966, a data surgiu em 1947, quando uma pequena aldeia em Hyogo, resolveu oficializá-la, como forma de respeito e valorização aos anciãos japoneses, que sempre contribuíram para o país com sua sabedoria e seu trabalho.

Nesse dia, as famílias se reúnem para celebrar e agradecer os seus entes mais velhos. Ah ... e se algum familiar estiver completando 60 anos, costuma-se presenteá-lo com algo na cor vermelha, considerada uma cor de proteção.

Acho muito importante essa data especial, afinal, o Japão é o pais com o maior índice de idosos do mundo, cerca de 23% da população têm 65 anos ou mais. Aqui, a expectativa de vida é de 85 anos para as mulheres e 78 anos para os homens, enquanto a média mundial é de 70 anos. Além disso, é um país onde se concentra o maior número de centenários, aproximadamente  20 mil pessoas com idade igual ou superior a 100 anos.

O segredo para essa longevidade? Certamente é por causa da ótima qualidade de vida que os japoneses fazem questão de conservar. Uma boa alimentação, juntamente com exercícios físicos diários contribuem para isso. Saio para trabalhar às 6 da manhã e sempre vejo idosos, caminhando, se exercitando, passeando com seus animais de estimação, praticando algum tipo de esporte, cuidando dos jardins, hortas, plantações de arroz ou até mesmo auxiliando na coleta de lixo local.

Aliás, sedentarismo é uma palavra que não faz parte do vocabulário japonês. Desde cedo, eles estão habituados a se exercitarem. As escolas priorizam a prática de algum esporte, e mesmo, quando os estudantes, já na fase adulta, migram para as empresas, existe o taiso, realizado diariamente antes de iniciar qualquer atividade.

Na cultura japonesa, os idosos são tratados com respeito e admiração pela experiência que acumularam ao longo dos anos. Isso é muito bonito! Gostaria que o Brasil seguisse esse exemplo, e até mesmo, criasse um Dia do Respeito aos Idosos. Afinal, eles merecem!

Até mais,

Thais Fioruci



Referências:
Keiro no Hi Dia Do Respeito Aos Idosos No Japão. Disponível em  http://www.japaoemfoco.com/keiro-no-hi-dia-do-respeito-aos-idosos-no-japao/

 




domingo, 12 de agosto de 2012

OBON – O FINADOS DO JAPÃO


Olá pessoal,

Equivalente ao Finados no Brasil, o “Obon” (お盆) ou somente“Bon” () é uma das tradições budistas mais importantes do Japão. Celebrado há mais de 500 anos, é uma ocasião para relembrar e homenagear os familiares já falecidos. Os japoneses acreditam que os espíritos de seus ancestrais retornam às suas casas durante essa data. Por isso, se reúnem durante esse feriado em sua cidade natal para visitar o túmulo da família (ohaka-mairi), limpá-lo e comunicar fatos novos, como nascimentos e uniões, aos entes queridos. Monges budistas também são chamados para fazer as devidas orações. Durante esse período, é normal sentir o cheiro intenso de Senko (incensos japoneses), vindo das residências e cemitérios.

Doces tipicos que os japoneses colocam no butsudan
 
O Obon inícia-se com a “recepção aos mortos” quando uma lanterna (chamada de mukaebi) com o símbolo da família é acesa e pendurada em frente da casa para guiar os espíritos. Esse ritual repete-se todas as noites, porém algumas famílias preferem acender uma fogueira.

Depois, verduras e frutas são servidas sobre folha de lótus ou de inhame no altar (butsudan) que fica no interior das residências japonesas. Figuras de animais feitas com berinjela e pepino, com patas de gravetos, também são colocadas: o pepino representa o cavalo, que traz o espírito dos mortos com rapidez, e a berinjela o boi, cujo caminhar é mais lento.

Três dias depois, os espíritos voltam para o mundo dos mortos. Novamente, a fogueira é acesa e recebe o nome de okuri-bi (fogueira da despedida). As pessoas levam os espíritos dos ancestrais de volta ao túmulo, com lanternas pintadas com o brasão da família para guiá-los em seu retorno. Esse ritual se chama Okuri bon.

Em algumas regiões, as pessoas colocam lanternas feitas de papel (chouchins), iluminadas por uma vela, nas águas de rios, lagos e mares, para que possam guiar as almas de volta ao mundo espiritual. Esse magnífico espetáculo é conhecido por Tooro Nagashi (灯籠流し- lanternas flutuantes) e é uma tradição durante o Obon

Produtos típicos do Obon
 
Além disso, o Bon Odori (盆踊) uma dança é feita ao som de flauta e taiko, para dar boas vindas e agradecer aos antepassados. Existem diversos estilos de dança que variam conforme a região. São realizadas em locais como parques, jardins, santuários ou templos. A maioria das pessoas veste yukata (quimono de verão).

Como podemos notar, o fogo é um dos principais símbolos do Obon. Presente na lanterna e na fogueira de recepção, ele sinaliza a casa, para onde a alma deve retornar. Já no final do período da celebração, o fogo tem a função de iluminar o caminho até o mundo dos mortos. Também teria a função de espantar os maus espíritos que porventura tenham vindo junto. 

Em Kyoto, acontece o Daimonji (大文字significa literalmente "letra grande") ou Gozan Okuri-bi (Okuribi significa “fogo de envio"), onde cinco fogueiras gigantes em forma de ideogramas ou desenhos são acesas nas cinco montanhas que cercam a cidade.

O feriado de Obon, apesar de ser chamado de “feriado” não é um feriado oficial, ou seja, muitos estabelecimentos continuam funcionando normalmente. Mas, pela tradição, a maioria das pessoas costuma viajar nessa ocasião. O festival dura cerca de 3 dias, mas a data de início pode variar de acordo com a região.

Ah .... mas é bom avisar! Viajar nessa época pode se tornar um verdadeiro pesadelo! Os trens, aeroportos e estradas ficam lotados e as passagens de shinkansen esgotadas.

Acho linda e fico realmente admirada com a cultura japonesa. Tão rica, cheia de detalhes, simbologias, significados que todos respeitam e conservam.

At.
Thais Fioruci

Referências: